quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Mensagem de D. Manuel Clemente, para a Quaresma 2010

 

Irmãos e amigos:

Chegámos à Quaresma de 2010! E chegámos a esta Quaresma, com uma motivação acrescida pelas próprias circunstâncias da Igreja e do mundo: o mundo, mais longínquo ou mais próximo - que hoje de todos se aproxima, mediante a comunicação social - e em que tantos homens e mulheres vivem, lutam, sofrem, para que a sua vida corresponda aos seus sonhos e, antes de mais, às suas necessidades imediatas! E [chegámos também a uma Quaresma com uma motivação acrescida pelas circunstâncias] da vida da Igreja, porque em Portugal, concretamente, se prepara a vinda próxima, do Papa Bento XVI, em Maio! E nesta Quaresma [a Igreja] quer responder já com aquele Jesus Cristo que é o seu constante suporte e motivação.

E precisamente de Jesus Cristo nos fala a mensagem papal - como não podia deixar de ser - para esta quaresma, dizendo-nos, ou lembrando-nos, um trecho da carta de São Paulo aos Romanos, afirmando que «a justiça de Deus se manifestou», e manifesta, «mediante a fé em Jesus Cristo» [Rom.3,21-22]!

A justiça de Deus! O modo que Deus tem, tão surpreendente sempre, - dois mil anos depois continua assim - de Se revelar naquilo que Ele é, e naquilo que Ele quer ser para nós, até para nos restabelecer numa comunhão de que não desiste.

Em Jesus Cristo, - que é todo o objecto da nossa fé, e nEle com certeza a Trindade Santíssima - em Jesus Cristo, [dizia] Deus manifesta a sua justiça! E nós acreditamos que é assim como se manifesta em Jesus Cristo, que Deus quer continuar a responder ao mundo, a esse largo mundo a que aludi, e ao pequeno mundo das nossas vidas habituais!

Porque com Jesus Cristo - e nesta Quaresma - nós havemos de crescer para Deus, em termos de finalidade absoluta, em termos de maior vontade da alma, em termos de disposição renovada das nossas próprias aspirações!

É o que significa essa prática quaresmal tão importante da oração. Nós acompanhamos Jesus, no princípio da sua vida pública, estando no deserto. No deserto consegue fazer, no sossego exterior que consiga realizar, sobretudo na concentração interior que consiga manter, Jesus diante do Pai, - princípio e fim das suas vidas - para a partir do Pai se reproduzir em tantos actos de misericórdia, em tantos actos de compaixão, em tantos actos de presença, naqueles três anos da sua vida pública, que depois continuam, nestes dois mil anos da vida da Igreja, dos seus discípulos, com o seu Espírito, como estamos agora em 2010.

E depois também e dessa oração [havemos de] tirar uma atitude de profunda solidariedade, uma atitude em que nos torne, no dia-a-dia, uma presença constante desse mesmo Jesus Cristo diante dos irmãos e irmãs, que precisam de alento, [que] precisam saber que a partir de Deus, e a partir da motivação evangélica, a partir da nossa própria proximidade e compromisso, as coisas podem retomar o seu curso, no melhor sentido dele.

E com tudo isto, uma conversão, uma penitência - para utilizar este termo clássico e tão importante de manter - [uma conversão, dizia eu] de uma vida que queira ser inteiramente repassada pelo espírito do Evangelho das Bem-aventuranças.

Há tanto que fazer em nós, em termos de disponibilidade para os outros; em termos de pobreza oferecida, na repartição constante de todos os recursos que tenhamos aos nosso dispor, porque para todos se destinam também; em termos de ligação ao Pai e no Pai encontrando a fonte permanente da misericórdia em relação a tudo e a todos. Estarmos, assim, com Jesus Cristo, durante esta Quaresma, é aquilo que eu vos proponho, é aquilo que o Papa nos propõe, é aquilo que a Igreja lembra sempre, é aquilo que a Igreja oferece ao mundo, porque não tem mais nada para oferecer, se não esta justiça de Deus, que em Jesus Cristo se realiza e tem o seu permanente recomeço.

Uma Santa quaresma, que nos preencha a todos dos sentimentos divinos, para a resposta mais completa, mais cabal, mais necessária e mais precisa, às necessidades do próximo, porque só com esse mesmo próximo, e próximo dele, nos reuniremos também nesta comunhão festiva que a Páscoa celebrará!

 

Fonte: Diocese do Porto

domingo, 21 de fevereiro de 2010

LIAM de Guisande presente nas III Jornadas de Espiritualidade Missionária

 

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O Núcleo da LIAM da paróquia de S. Mamede de Guisande, fez-se representar nas III Jornadas de Espiritualidade Missionária, que decorreram em Fátima, no Centro Pastoral Paulo VI, nos dias 19/20/21 de Fevereiro.
O evento, organizado pelos Missionários do Espírito Santo, reuniu representantes dos diversos movimentos laicais ligados à congregação, como a LIAM, ASES, MOMIP, Jovens sem Fronteiras, e outros mais.
Foram 3 dias repletos de espiritualidade missionária emanada do carisma dos espiritanos e do seu jovem fundador, Claude Poullart des Places, e seguidores como o Padre Libermann.
Os diferentes momentos de partilha, como conferências temáticas ("O itinerário vocacional de Poullart des Palces"; "Os desafios do sacerdócio no tempo de Poullart des Places"; "Os desafios do sacerdócio hoje"; "Experiências de Vida"; "A docilidade ao Espírito na vida do apóstolo") e espaços de oração, foram acompanhadas por cerca de 400 pessoas.

No ano em que se prepara para celebrar os seus 25 anos de vida, um quarto de século, de dedicação às coisas da Igreja, da comunidade e das missões, estas jornadas foram um excelente contributo espiritual para os elementos presentes, por sua vez importante para a partilha e testemunho com os restantes elementos e a partir daí, um alicerce mais fundamentado para as diversas actividades.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Papa Bento XVI - Mensagem para o Dia Mundial da Paz

 

SE QUISERES CULTIVAR A PAZ, PRESERVA A CRIAÇÃO

1. Por ocasião do início do Ano Novo, desejo expressar os mais ardentes votos de paz a todas as comunidades cristãs, aos responsáveis das nações, aos homens e mulheres de boa vontade do mundo inteiro. Para este XLIII Dia Mundial da Paz, escolhi o tema: Se quiseres cultivar a paz, preserva a criação. O respeito pela criação reveste-se de grande importância, designadamente porque «a criação é o princípio e o fundamento de todas as obras de Deus»[1] e a sua salvaguarda torna-se hoje essencial para a convivência pacífica da humanidade. Com efeito, se são numerosos os perigos que ameaçam a paz e o autêntico desenvolvimento humano integral, devido à desumanidade do homem para com o seu semelhante – guerras, conflitos internacionais e regionais, actos terroristas e violações dos direitos humanos –, não são menos preocupantes os perigos que derivam do desleixo, se não mesmo do abuso, em relação à terra e aos bens naturais que Deus nos concedeu. Por isso, é indispensável que a humanidade renove e reforce «aquela aliança entre ser humano e ambiente que deve ser espelho do amor criador de Deus, de Quem provimos e para Quem estamos a caminho».[2]

 

fonte e resto da mensagem: link

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Carta às Famílias 2009

 

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Caríssimos casais católicos da Diocese do Porto, com todas as vossas estimadas famílias:

A Missão 2010 que estamos a inaugurar destina-se a levar ainda mais além, na quantidade e na qualidade das propostas e dos destinatários, o anúncio evangélico que nos constitui como Igreja para o mundo.

A luz do Natal de Cristo há-de rebrilhar na Missão, para iluminar, pacificar e estimular a todos, especialmente os que mais tocados forem por carências materiais e espirituais de qualquer género. Através de vós, Cristo – que nasceu, deu a vida e ressuscitou para estar connosco para sempre – quer chegar a todas as pessoas e a todos os espaços e ambientes, para que o Evangelho continue a ser ouvido e experimentado.

O que recebeis como “presente” de Deus Pai é o que tendes para presentear o próximo: a pessoa viva de Jesus Cristo, na força do seu Espírito e na caridade do seu coração. Recebê-lo e oferecê-lo é a vossa própria realização matrimonial, familiar e apostólica.

É verdade que os Doze Apóstolos “deixaram tudo” para seguir a Cristo e se tornaram testemunhas da sua ressurreição. Também sabemos que este serviço apostólico em sentido estrito continua na Igreja, através dos Bispos e dos seus cooperadores ordenados. Mas os primeiros relatos cristãos e a experiência bimilenar da Igreja mostram-nos que o anúncio vivo de Cristo é participado por muitos outros baptizados e crismados, que manifestam no mundo a graça específica desses sacramentos: a filiação divina e o testemunho do Evangelho.

Entre todos, têm lugar de grande relevo e oportunidade os casais cristãos, que o sacramento do Matrimónio transforma em sinais vivos do amor de Cristo e da Igreja: o amor que recebem de Cristo e entre si partilham é a própria substância de que vivem as suas famílias e que irradiam à sua volta, por vizinhos de perto ou mais longe.

O que tem sucedido neste sentido com a entreajuda espiritual e humana de muitos casais cristãos, espontaneamente ou através de movimentos de espiritualidade conjugal; o que vai crescendo em apostolado de casais e famílias, que se tornam evangelizadores de prédios, bairros ou países distantes; o maior envolvimento de casais nas várias formas de evangelização paroquial: tudo isto me leva, caríssimos casais católicos da Diocese do Porto, a convocar-vos para a Missão 2010. Sem vós, ela não se realizaria plenamente; convosco, ela será verdadeiramente eclesial, pois integrará as “Igrejas domésticas” que as vossas famílias são e hão-de ser ainda mais.

Relembro-vos o exemplo dos primeiros casais cristãos, biblicamente atestados, como é o caso de Áquila e Priscila, grandes colaboradores de São Paulo. Os Actos dos Apóstolos 18, 2 ss, dizem-nos que o acolheram em Corinto, proporcionando-lhe tecto e trabalho. Na Carta aos Romanos 16, 3-5, Paulo pede que os saúdem, com estes magníficos termos: “Saudai Prisca e Áquila, meus colaboradores em Cristo Jesus, pessoas que, pela minha vida, expuseram a sua cabeça. Não sou apenas eu a estar-lhes agradecido, mas todas as igrejas dos gentios. Saudai também a igreja que se reúne em casa deles”. Que a casa deste casal servia para a reunião dos primeiros cristãos também Paulo o refere na sua 1ª Carta aos Coríntios 16, 19. E que não se limitavam a acolher, mas também catequizavam, é atestado pelos Actos dos Apóstolos 18, 24-26, neste passo esclarecedor: “Entretanto, chegara a Éfeso um judeu chamado Apolo […]. Começou a falar desassombradamente na sinagoga. Priscila e Áquila, que o tinham ouvido, tomaram-no consigo e expuseram-lhe, com mais precisão, a ‘Via’ do Senhor”.

Roma, Corinto, Éfeso: - Onde não chegaria a “missão” deste casal cristão, colaborador de Paulo e dos primeiros evangelizadores! – E, se eles fizeram tanto na primeira missão, quanto não poderão fazer com eles os casais católicos da Diocese do Porto na Missão 2010!

Deixai-me contar convosco, prédio a prédio, bairro a bairro, paróquia a paróquia. Sei que o posso fazer, pelo dinamismo que tenho verificado em tantos de vós. Deixai-me – a mim e a todos os meus colegas sacerdotes da Diocese – contar convosco como Paulo pôde contar com Áquila e Priscila!

+ Manuel Clemente

Festa da Sagrada Família de Jesus, Maria e José, 27 de Dezembro de 2009

 

fonte: Diocese do Porto

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Missa de Natal - Homilia

 

PARA VIVER E OFERECER A VERDADE DO NATAL

Amados irmãos e irmãs, iluminados todos pela glória do Presépio

“E o Verbo fez-se carne e habitou entre nós. Nós vimos a sua glória, que lhe vem do Pai como Filho Unigénito, cheio de graça e de verdade”. Este curto passo do Evangelho escutado dá-nos o essencial do que celebramos no Natal de 2009, tão distante e afinal tão próximo do que aconteceu em Belém de Judá. Assim acontece com as coisas essenciais: são poucas mas nunca acabam, coincidindo com a nossa humanidade comum, tal como foi criada e depois assumida pelo próprio Deus.

Uma mulher que dá à luz um filho, um homem que os guarda e admira. Juntaram-se pastores e depois uns magos do Oriente. E milhões e milhões, como nós agora, nesta catedral transformada em presépio. – Para ver o quê? Precisamente o mesmo que o Evangelista de há pouco: “Nós vimos a sua glória, que lhe vem do Pai como Filho Unigénito…”.

É uma criança a nascer e o próprio Deus a dizer-se dessa maneira. Trinta anos depois será um homem a morrer e Deus também se dirá assim. Como entretanto se disse emigrado no Egipto, a crescer e a trabalhar em Nazaré e a anunciar um Reino que se abria no mundo para nos realizar em Deus. – Que bem o referiu Santo Ireneu no século II: “Há um só Deus que, pelo seu Verbo e Sabedoria, criou e ordenou todas as coisas. O seu Verbo é Nosso Senhor Jesus Cristo, que nos últimos tempos se fez homem entre os homens, para reunir o fim com o princípio, isto é, o homem com Deus!” (Ofício de Leitura, 4ª feira da 3ª semana do Advento).

 

+ Manuel Clemente

Sé do Porto, 25 de Dezembro de 2009

 

fonte e resto da homilia: link

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Homilia de D. José Policarpo na Peregrinação Internacional de Outubro

 

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“Como Maria viveu o Sacerdócio do seu Filho, Jesus Cristo”

1. Neste Ano Sacerdotal, quando o País inteiro se prepara para receber o Sucessor de Pedro, cabeça do Colégio dos Apóstolos, somos convidados a interiorizar essa manifestação inaudita do amor de Deus pela humanidade, que é a dimensão sacerdotal, cuja plenitude se exprimiu em Nosso Senhor Jesus Cristo, Filho de Maria, que pela Sua vida e pela a Sua morte reconduziu definitivamente todos os homens à intimidade com Deus, Trindade Santíssima, comunhão de amor. Esta função sacerdotal, plenamente realizada por Jesus Cristo, é vivida pela Igreja, Povo Sacerdotal, a que preside, de forma perene e definitiva, o próprio Jesus Cristo, através daqueles a quem consagrou pelo Espírito Santo para exercer, em seu nome, as funções sacerdotais da Igreja, Povo de Deus. Pelo lugar especialíssimo que ocupa na vida e missão de Jesus Cristo, assim como na Igreja, que a aclama como sua Mãe, porque é o seu “ícone” inspirador, queremos contemplar a participação de Maria no sacerdócio do seu Filho Jesus Cristo. Toda a Igreja, povo sacerdotal e todos os sacerdotes que tornam presente na Igreja o sacerdócio de Jesus Cristo, podem contemplá-la como Mãe e modelo, encontrando nela as expressões próprias da atitude sacerdotal.

fonte e resto da mensagem: Agência Ecclesia

LIAM - Guisande

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Outubro Missionário – Reza do Terço

 

 

O Grupo da L.I.A.M. da Paróquia de S. Mamede de Guisande, neste mês de Outubro, dedicado às Missões, tem orientado diariamente a reza do Terço, que acontece sempre 40 minutos antes da celebração da Eucaristia, excepto à Quinta-Feira que, por não se realizar a Missa, ocupa o respectivo horário, ou seja, às 19:30 horas.

Entretanto, será já no próximo Sábado, dia 17 de Outubro, que será realizada a habitual Vigília Missionária, a ter lugar logo após a Missa.