terça-feira, 13 de outubro de 2009

18 de Outubro de 2009 – Dia Mundial das Missões

 

MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI
PARA O 83º DIA MISSIONÁRIO MUNDIAL DE 2009

"As nações caminharão à sua luz" (Ap 21, 24)

Neste domingo dedicado às missões, me dirijo sobretudo a vós, Irmãos no ministério episcopal e sacerdotal, e também aos irmãos e irmãs do Povo de Deus, a fim de vos exortar a reavivar em si a consciência do mandato missionário de Cristo para que "todos os povos se tornem seus discípulos" (Mt 28,19), seguindo as pegadas de São Paulo, o Apóstolo dos Gentios.
"As nações caminharão à sua luz" (Ap 21, 24). O objetivo da missão da Igreja é iluminar com a luz do Evangelho todos os povos em seu caminhar na história rumo a Deus, pois Nele encontramos a sua plena realização. Devemos sentir o anseio e a paixão de iluminar todos os povos, com a luz de Cristo, que resplandece no rosto da Igreja, para que todos se reúnam na única família humana, sob a amável paternidade de Deus.
É nesta perspectiva que os discípulos de Cristo espalhados pelo mundo trabalham, se dedicam, gemem sob o peso dos sofrimentos e doam a vida. Reitero com veemência o que muitas vezes foi dito pelos meus Predecessores: a Igreja não age para ampliar o seu poder ou reforçar o seu domínio, mas para levar a todos Cristo, salvação do mundo. Pedimos somente de nos colocar a serviço da humanidade, sobretudo da daquela sofredora e marginalizada, porque acreditamos que "o compromisso de anunciar o Evangelho aos homens de nosso tempo... é sem dúvida alguma um serviço prestado à comunidade cristã, mas também a toda a humanidade"(Evangelii nuntiandi, 1), que "apesar de conhecer realizações maravilhosas, parece ter perdido o sentido último das coisas e de sua própria existência"(Redemptoris missio, 2).

1. Todos os Povos são chamados à salvação
Na verdade, a humanidade inteira tem a vocação radical de voltar à sua origem, que é Deus, somente no Qual ela encontrará a sua plenitude por meio da restauração de todas as coisas em Cristo. A dispersão, a multiplicidade, o conflito, a inimizade serão repacificadas e reconciliadas através do sangue da Cruz e reconduzidas à unidade.
O novo início já começou com a ressurreição e a exaltação de Cristo, que atrai a si todas as coisas, as renova, as tornam participantes da eterna glória de Deus. O futuro da nova criação brilha já em nosso mundo e acende, mesmo se em meio a contradições e sofrimentos, a nossa esperança por uma vida nova. A missão da Igreja é "contagiar" de esperança todos os povos. Por isto, Cristo chama, justifica, santifica e envia os seus discípulos para anunciar o Reino de Deus, a fim de que todas as nações se tornem Povo de Deus. É somente nesta missão que se compreende e se confirma o verdadeiro caminho histórico da humanidade. A missão universal deve se tornar uma constante fundamental na vida da Igreja. Anunciar o Evangelho deve ser para nós, como já dizia o apóstolo Paulo, um compromisso impreterível e primário.

2. Igreja peregrina
A Igreja Universal, sem confim e sem fronteiras, se sente responsável por anunciar o Evangelho a todos os povos (cfr. Evangelii nuntiandi, 53). Ela, germe de esperança por vocação, deve continuar o serviço de Cristo no mundo. A sua missão e o seu serviço não se limitam às necessidades materiais ou mesmo espirituais que se exaurem no âmbito da existência temporal, mas na salvação transcendente que se realiza no Reino de Deus. (cfr. Evangelii nuntiandi, 27). Este Reino, mesmo sendo em sua essência escatológico e não deste mundo (cfr. Jo 18,36), está também neste mundo e em sua história é força de justiça, paz, verdadeira liberdade e respeito pela dignidade de todo ser humano. A Igreja mira em transformar o mundo com a proclamação do Evangelho do amor, "que ilumina incessantemente um mundo às escuras e nos dá a coragem de viver e agir e... deste modo, fazer entrar a luz de Deus no mundo" (Deus caritas est, 39). Esta é a missão e o serviço que, também com esta Mensagem, chamo a participar todos os membros e instituições da Igreja.

3. Missio ad gentes
A missão da Igreja é chamar todos os povos à salvação realizada por Deus em seu Filho encarnado. É necessário, portanto, renovar o compromisso de anunciar o Evangelho, fermento de liberdade e progresso, fraternidade, união e paz (cfr. Ad gentes, 8). Desejo "novamente confirmar que a tarefa de evangelizar todos os homens constitui a missão essencial da Igreja"(Evangelii nuntiandi, 14), tarefa e missão que as vastas e profundas mudanças da sociedade atual tornam ainda mais urgentes. Está em questão a salvação eterna das pessoas, o fim e a plenitude da história humana e do universo. Animados e inspirados pelo Apóstolo dos Gentios, devemos estar conscientes de que Deus tem um povo numeroso em todas as cidades percorridas também pelos apóstolos de hoje (cfr. At 18, 10). De fato, "a promessa é em favor de todos aqueles que estão longe, todos aqueles que o Senhor nosso Deus chamar "(At 2,39).
Toda a Igreja deve se empenhar na missio ad gentes, enquanto a soberania salvífica de Cristo não está plenamente realizada: "Agora, porém, ainda não vemos que tudo lhe esteja submisso"(Hb 2,8).

4. Chamados a evangelizar também por meio do martírio
Neste dia dedicado às missões, recordo na oração aqueles que fizeram de suas vidas uma exclusiva consagração ao trabalho de evangelização. Menciono em particular as Igrejas locais, os missionários e missionárias que testemunham e propagam o Reino de Deus em situações de perseguição, com formas de opressão que vão desde a discriminação social até a prisão, a tortura e a morte. Não são poucos aqueles que atualmente são levados à morte por causa de seu "Nome". É ainda de grande atualidade o que escreveu o meu venerado Predecessor Papa João Paulo II: "A comemoração jubilar descerrou-nos um cenário surpreendente, mostrando o nosso tempo particularmente rico de testemunhas, que souberam, ora dum modo ora doutro, viver o Evangelho em situações de hostilidade e perseguição até darem muitas vezes a prova suprema do sangue" (Novo millennio ineunte, 41).
A participação na missão de Cristo, de fato, destaca também a vida dos anunciadores do Evangelho, aos quais é reservado o mesmo destino de seu Mestre. "Lembrem-vos do que eu disse: nenhum empregado é maior do que seu patrão. Se perseguiram a mim, vão perseguir a vós também " (Jo 15,20). A Igreja se coloca no mesmo caminho e passa por tudo aquilo que Cristo passou, porque não age baseando-se numa lógica humana ou com a força, mas seguindo o caminho da Cruz e se fazendo, em obediência filial ao Pai, testemunha e companheira de viagem desta humanidade.
Às Igrejas antigas como as de recente fundação, recordo que são colocadas pelo Senhor como sal da terra e luz do mundo, chamadas a irradiar Cristo, Luz do mundo, até os extremos confins da terra. A missio ad gentes deve ser a prioridade de seus planos pastorais.
Agradeço e encorajo as Pontifícias Obras Missionárias pelo indispensável trabalho a serviço da animação, formação missionária e ajuda econômica às jovens Igrejas. Por meio destas instituições pontifícias, se realiza de forma admirável a comunhão entre as Igrejas, com a troca de dons, na solicitude recíproca e na comum projetualidade missionária.

5. Conclusão
O impulso missionário sempre foi sinal de vitalidade de nossas Igrejas (cfr. Redemptoris missio, 2). É preciso, todavia, reafirmar que a evangelização é obra do Espírito, e que antes mesmo de ser ação, é testemunho e irradiação da luz de Cristo (cfr. Redemptoris missio, 26) através da Igreja local, que envia os seus missionários e missionárias para além de suas fronteiras. Rogo a todos os católicos para que peçam ao Espírito Santo que aumente na Igreja a paixão pela missão de proclamar o Reino de Deus e ajudar os missionários, as missionárias e as comunidades cristãs empenhadas nesta missão, muitas vezes em ambientes hostis de perseguição.
Ao mesmo tempo, convido todos a darem um sinal crível da comunhão entre as Igrejas, com uma ajuda econômica, especialmente neste período de crise que a humanidade está vivendo, a fim de colocar as jovens Igrejas em condições de iluminar as pessoas com o Evangelho da caridade.
Nos guie em nossa ação missionária a Virgem Maria, Estrela da Evangelização, que deu ao mundo Cristo, luz das nações, para que leve a salvação "até aos extremos da terra"(At 13,47).

A todos, a minha Bênção.

Cidade do Vaticano, 29 de junho de 2009

BENEDICTUS PP. XVI

(fonte: Vaticano)

domingo, 23 de agosto de 2009

LIAM - Pesseio/Convívio 2009

 

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O Grupo da LIAM de S. Mamede de Guisande realizou neste Sábado, dia 22, o seu tradicional Passeio/Convívio, juntando em dois autocarros,  Liamistas, familiares e amigos.
O percurso englobou as Termas de S. Pedro do Sul, S. Pedro do Sul, centro, passagem por Viseu e paragem em Mangualde, no Parque da Ermida de  Nossa Senhora do Castelo, onde se almoçou.
Na parte da tarde, o grupo abalou até Gouveia, onde houve tempo para visitar os principais monumentos e também uma paragem no Parque da Senhora dos Verdes, em Moimenta da Serra.
O jantar aconteceu na cidade de Viseu, no Parque da Zona Desportiva do Fontelo.
Apesar de algumas incontigências, próprias da natureza destes passeios, o dia decorreu de forma muito positiva, não faltando lugar aos momentos de convívio, com o destaque para o Sr. José Coellho e a sua guitarra portuguesa.
Parabéns à organização e a todos quantos participaram de forma alegre e bem disposta mesmo naquelas pequenas coisas que nunca são do agrado de todos.
Ficamos a aguardar pelo próximo convívio.

- Imagens: Vista da Ermida de Nossa senhora do castelo, em Mangualde, onde se almoçou e em baixo um momento de convívio, com música e dança, no Parque da Senhora dos Verdes, em Moimenta da Serra - Gouveia. Clicar nas imagens para ampliar.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Passeio-Convívio 2009

 

Depois da habitual participação na Peregrinação da Família Espiritana, que decorreu em Fátima no primeiro fim-de-semana de Julho, será já neste Sábado, dia 22 de Agosto, que será realizado o tradicional Passeio-Convívio do Grupo da LIAM de Guisande.
Serão dois autocarros com Liamistas, familiares e amigos que percorrerão um itinerário pelo centro do país, nomeadamente por S. Pedro do Sul e zona da Serra da Estrela, incluindo Gouveia, onde se prevê o almoço.
Mais do que o passeio, será o convívio o ponto forte do dia.
A partida está prevista para as 07:00 horas.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

29ª Peregrinação da Família Espiritana - Fátima

 

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Como vem sendo já uma boa tradição na sua actividade, o Grupo da LIAM da paróquia de S. Mamede de Guisande, participou neste fim-de-semana, 4 e 5 de Julho, em mais uma Peregrinação a Fátima da Família Espiritana, este ano na sua 29ª edição.
O grupo deslocou-se em autocarro, com liamistas, familiares e amigos. Foram dois dias de oração, devoção e convívio.

A peregrinação teve como lema: "COM MARIA, VIVEMOS EM MISSÃO"


Programa oficial:

Sábado, 4 de Julho:
17h00 – Saudação a Nossa Senhora na Capelinha
17h30 – Caminhada para a Igreja da Santíssima Trindade
18h00 – Eucaristia, presidida pelo superior provincial  P. José Manuel Sabença
21h30 – Terço, transmitido pela RR e procissão de velas
23h00 – Vigília Missionária na escadaria da Basílica


Domingo, 5 de Julho:
7h00 – Via-Sacra no Calvário dos Húngaros . Valinhos
10h00 – Reza do Terço na Capelinha
11h00 – Eucaristia, presidida por D. Manuel Quintas, Bispo do Algarve, com um momento missionário, encenado pelos jovens, durante o tempo de Acção de Graças.
14h30 – Sessão Missionária, no Centro Paulo VI.

 

=====LIAM GUISANDE =====

domingo, 31 de maio de 2009

Vigília de Pentecostes

 

O Grupo da L.I.A.M.  de Guisande, realizou ontem, dia 30 de Maio, a tradicional Vigília de Pentecostes. Foi um importante momento de oração com o Espírito Santo como ponto central desta celebração da liturgia da Igreja Católica.

A oração decorreu logo após a missa vespertina de Sábado.

Tempo de Pentecostes - A força do Espírito Santo

 

Pe. José de Castro Oliveira
pe.castro@espiritanos.org

Cabe-nos celebrar e viver a Festa do Pentecostes em plena campanha eleitoral, situação que, na parte final do ano, se vai repetir por mais duas vezes. E, como sabemos, estes períodos eleitorais são marcados por uma inundação e um bombardeamento de discursos, de afirmações, de acusações e de promessas ocas, às quais vai correspondendo uma insensibilidade progressiva dos cidadãos, traduzida numa abstenção galopante e no descrédito inexorável dos políticos e das palavras.


O risco maior, porém, é ainda mais preocupante. É que vivendo nós mergulhados em tantas ‘in-verdades’ e abundando os mercados onde não faltam as ‘meias-verdades’ – que são as piores das mentiras – a reacção mais natural é deixar-se cair no indiferentismo e num relativismo, em que cada um constrói a sua verdade, à sua medida e conveniência, da qual até podem fazer parte gestos de generosidade e de solidariedade, mas sempre em doses reduzidas e ao ritmo dos impulsos pessoais, ou como resposta a situações extraordinárias e extremas.


Mas, por mais que o nosso tempo queira ‘fabricar’ um mundo tele-visionado, em que se oferecem mil e uma ilusões de felicidade e de solução dos graves problemas que afectam as nossas vidas no seu dia-a-dia, a verdade é que a realidade continua aí, nua e crua, com muito pouco de cor de rosa. Que o digam os milhares de desempregados que, de um dia para o outro, acordam no olho da rua e com inúmeras prestações a saldar no final de cada mês!
Por isso, desilusão, desencanto e desorientação encontram-se em cada vez mais pessoas em plena rua, sem ser mesmo preciso virar qualquer esquina.


Mas, não são só os políticos que nos querem falar. Também Deus nos quer falar, através do dom do Espírito Santo, pois só com a sua luz nos será possível descortinar a verdade no meio de tanta confusão e ilusão; só com a força do Espírito Santo, nos será possível manter o rumo certo, no meio de tanta desorientação!
De facto, só com Ele conseguiremos falar a linguagem que toda a gente entenda: a linguagem da paz, do perdão, da solidariedade para com todos e em todas as circunstâncias. Só com Ele teremos forças para vencer a ‘dis-córdia’ dos egoísmos e do ‘salve-se quem puder’ e construir a ‘con-córdia’ da fraternidade universal, em cuja mesa haja lugar para todos.


Deixemos soprar em nós o vento forte do Espírito Santo e veremos como Ele é capaz de renovar a face da Terra!
Neste Ano Paulino, façamo-nos como Paulo “prisioneiros do Espírito” (Act.20, 22), para deixarmos actuar em nós este Espírito renovador!

 

fonte: www.espiritanos.org

domingo, 24 de maio de 2009

Festa de aniversário - 2009

 

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O Grupo da L.I.A.M. da paróquia de S. Mamede de Guisande celebrou mais um aniversário, pelo que organizou um simples programa para festejar o acontecimento.

Tal como sucedeu no ano passado, na zona da alameda da Igreja, foi realizada uma Feirinha MIssionária de venda de produtos diversos, cuja receita reverteu para os Missionários Espiritanos com destino a obras nos locais de Missão, em Cabo Verde.
A Feirinha decorreu nos períodos antes e depois da missa e a adesão dos guisandenses foi satisfatória pelo que em pouco tempo foram vendidos quase todos os produtos, com destaque para as doçarias e bebidas.

Pelas 19:00 horas (meia hora mais cedo do que o horário habitual das missas de Sábado), na igreja matriz foi celebrada a Eucaristia, pelo Padre José Carlos, do Seminário do Pinheiro Manso.

A homilia destacou o tema da liturgia, a Ascenção de Jesus ao Céu, cujas palavras na hora de despedida temporária dos Apóstolos, lhes ordenou "Ide por toda a Terra e anunciai o Evangelho!". Estas palavras de Jesus traduzem todo o espírito das Missões, que se aplica também ao Grupo da L.I.A.M.

O resultado do ofertório da missa reverteu também a favor das Missões.

No final da Feirinha, depois de arrumadas as coisas, no Salão do edifício da Capela Mortuária, realizou-se um simples convívio com os liamistas que quiseram estar presentes, onde não faltou o tradicional caldo verde, frango de churrasco, bom salpicão e o bolo da praxe sobre o qual se cantaram os tradicionais " Parabéns a você!".

Foi pena que não estivessem todos os Liamistas, para a celebração do aniversário ser plena, mas quem esteve, fê-lo com alma e coração.